O brief era de propor uma instalação cinética tendo como referência o ‘mobile’ de Alexander Calder. O trabalho de Calder revela uma sutil interpretação do cinético. Ele cria sistema e subsistemas com base no efeito de rotação de elementos ao redor do seu proprio eixo. O resultado é uma elegante composição, constantemente em busca do seu equilíbrio.
Na arquitetura, fora os tetos retráteis, a aplicação da cinética na arquitetura não é um tema frequentemente explorado. Em 2001 dois projetos cinéticos foram concluídos: o Museu de Arte de Milwakee, do arquiteto Calatrava (Wisconsin, US - 1994-2001), que utilizou o movimento dos brises para sombrear o lobby, e a Ponte do Milenio, do escritorio Wilkinson Eyre(Gateshed,UK - 1997-2001), onde a estrutura se movimenta a fim de permitir a passagem de barcos.
Atualmente os programas de código aberto e as placas com microcontroladores vem facilitando testes de estruturas cinéticas em diversos campos da arquitetura, frequentemente vistos em instalações interativas.
Nossa interpretação do trabalho de Calder tentou levar adiante suas noções de equilíbrio, hieararquia, elegancia e movimento ao criar um sistema de componentes que quando desencadeado gera uma serie de movimentos. O resultado é um efeito ‘gestalt’ onde os componentes se tornam secundários perante o reconhecimento do todo.